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| Como a esquizofrenia age no
cérebro |
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| Fonte: Proceedings of the National Academy of
Sciences, 25/09/2001 |
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Pesquisadores da UCLA (Universidade de Los Angeles)
criaram, através de uma nova técnica de análise, as primeiras
imagens que mostram o impacto devastador da esquizofrenia no
cérebro. As descobertas, publicadas na edição de setembro de
Proceedings of the National Academy of Sciences,
mostram como uma perda dinâmica de tecido subjuga o cérebro de
pacientes adolescentes esquizofrênicos.
"Esse é o primeiro estudo a visualizar o modo de
desenvolvimento da esquizofrenia no cérebro. Ficamos perplexos
em ver uma onda de perda de tecido que começou em uma pequena
região e percorreu o cérebro como um incêndio, destruindo mais
tecidos com o avanço da doença", disse Paul Thompson,
professor assistente de neurologia na Escola de Medicina da
UCLA.
Cientistas da UCLA e do Instituto Nacional de Saúde Mental
utilizaram a tecnologia de imagem através de ressonância
magnética para analisar, repetidamente, um grupo de
adolescentes com esquizofrenia em evolução. Através de um novo
método que detecta mudanças sutis no cérebro, puderam observar
perda de mais de 10% de matéria cinzenta, primeiramente na
região parietal externa, depois em outras partes do cérebro.
Essa perda se expandiu para o resto do cérebro num período de
cinco anos.
Pacientes com casos mais graves de perda de tecido cerebral
também apresentaram os piores sintomas, que incluíam
alucinações, ilusões, pensamentos bizarros e psicóticos, ouvir
vozes e depressão. As causas da esquizofrenia são
desconhecidas, e a doença costuma surgir, sem avisar, no fim
da adolescência ou início da idade adulta.
Também foi detectada perda branda de tecidos em
adolescentes saudáveis. Entre os 13 e os 18 anos, foi
observada cerca de 1% de perda de matéria cinzenta por ano na
região parietal externa. Em esquizofrênicos, a perda de tecido
nessa região ganhou força e varreu as regiões motora e
sensorial.
A técnica de mapeamento cerebral permite observar mudanças
na anatomia cerebral e diferenciar o desenvolvimento normal de
um quadro de evolução de uma psicose. Isso permitirá aos
cientistas estabelecer as conexões entre as mudanças
comportamentais e de cognição e as mudanças na estrutura
cerebral.
As descobertas podem trazer novas implicações diagnósticas:
com o auxílio de um melhor entendimento do desenvolvimento da
psicose, pode-se detectar a perda anormal de tecidos cerebrais
de forma precoce e iniciar tratamento o mais cedo possível.
Medicamentos futuros poderão combater a perda de tecido
cerebral, e sua efetividade poderá ser avaliada através da
nova técnica de imagem.

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